Quais os critérios para escolher um bom agente de cargas

Gerenciar uma empresa é uma tarefa complexa e desafiadora. Seja pela necessidade de convergir toda a cadeia de suprimentos em torno do mesmo objetivo, atender todos os requisitos legais, manter a motivação dos colaboradores ou escolher parceiros confiáveis como um bom agente de cargas e assim por diante.

parceiros confiáveis como um bom agente de cargas

Para gerar resultados e lucros o desafio é ainda maior diante do cenário da globalização, pela rápida e instantânea mudança de acontecimentos que pode ocorrer de forma totalmente imprevisível.

Inegavelmente, tempo e esforço podem significar o sucesso ou o fracasso de uma empresa. Não somente pela questão dos custos envolvidos, como também pelo atendimento ao cliente de maneira objetiva, assertiva e resoluta.

Dessa maneira, escolher parceiros para desempenhar atividades chave é fundamental para que a empresa foque naquelas que são centrais e essenciais da organização.

Venha descobrir, portanto, como um agente de cargas poderá otimizar os seus processos no Comércio Exterior.

Quais as atividades realizadas pelo agente de cargas?

O agente de cargas é um prestador de serviços que aglutina e coordena as atividades pertinentes à movimentação da carga da origem para o destino, independentemente do modal escolhido (rodoviário, marítimo ou aéreo), seja na importação ou exportação.

As atividades básicas do agente serão:

  • a comunicação com o exportador; e a
  • contratação e o contato com o transportador escolhido de acordo com o modal.

No que diz respeito ao contato com o importador, para que o embarque ocorra sem maiores intercorrências:

  • a emissão do Conhecimento de Transporte (HBL no marítimo e HAWB no aéreo); e
  • as conferências documentais pertinentes.

Dizemos “basicamente”, pois a extensão das ações do agente será determinado pelo INCOTERM (Termo Internacional de Comércio) acordado entre importador e exportador.

Por exemplo, quando for Ex-Works (EXW), o exportador somente precisará deixar a carga disponível para coleta. Com isso o agente irá realizar essa coordenação, diferentemente do Free On Board (FOB), em que o agente não estará envolvido na parte da coleta ou entrega da carga, somente irá informar ao exportador o local para retirada do contêiner vazio e o prazo (cut-off) para devolução, de forma a atender o planejamento do embarque.

Diferença entre agente de cargas e operador logístico

Ambos prestam serviços para empresas, porém o agente de cargas está envolvido na parte internacional da coordenação das etapas entre a origem e destino.

Os operadores logísticos, por outro lado, segundo a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), prestam serviços de gestão, armazenagem, distribuição e controle de estoque.

Assim, podemos presumir que a participação do operador se dá como um intermediário no transporte e distribuição, após a nacionalização da mercadoria, ou seja, ainda segundo a ABOL seria:

“(…) o transporte do produto até o fabricante, posteriormente para os centros de distribuição que terminaria na entrega da mercadoria ao consumidor final.”

Estratégias de embarque utilizadas pelo agente de cargas

O conhecimento de ser especialista no transporte internacional faz com o que o agente de cargas esteja capacitado para lhe auxiliar com estratégias de embarque que possam gerar ganhos competitivos e estratégicos para a sua empresa.

Por exemplo, a empresa possui uma média demanda de diversos fornecedores, e embarca todas essas cargas de forma individual no modal marítimo LCL (Less than a Container Load).

Nesse cenário, o agente pode ofertar o serviço de consolidação no armazém da origem, ou seja, as cargas de diversos fornecedores embarcam de forma única. Ou, caso algum produto mude o seu status e exista a necessidade do embarque aéreo, a carga poderá ser segregada e embarcada nesse modal.

Outra estratégia seria embarques sea-air, em que um dos trechos é marítimo e o outro aéreo. Com isso ganha-se eficiência na redução do transit-time, nos custos e na disponibilização antecipada da mercadoria.

Cenário atual do transporte internacional

A pandemia de Covid-19 desregulou a Lei da Oferta e Procura formulada pelo economista Escocês Adam Smith quando várias economias ao redor do globo entraram em lockdown em decorrência de questões da Saúde e, por consequência, houve uma paralisação total ou parcial da cadeia de suprimentos.

Essa teoria tem um fator determinante na economia mundial dada a sua ligação direta com a formação de preços. Pois quanto maior a oferta menor é o preço, sendo menor a oferta, maiores os preços.

cenário internacional global

Como consequência dessa situação atípica foram gerados gargalos na distribuição, seja pela escassez de insumos e matéria-prima, seja pela falta de equipamentos.

No modal aéreo a Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) divulgou no seu relatório de setembro os resultados globais em relação ao mês de julho de 2022, onde podemos inferir que:

  • a demanda de julho continuou acompanhando os níveis pré-pandemia (-3,5%), mas abaixo do desempenho de julho de 2021 (-9,7%);
  • a capacidade ficou 3,6% acima daquela registrada em julho de 2021 (+6,8% para operações internacionais), mas ainda 7,8% abaixo dos níveis de julho de 2019.

De acordo com Willie Walsh (Diretor da IATA),

“a volatilidade resultante das restrições da cadeia de suprimentos e das condições econômicas em evolução fez com que os mercados de carga se mantivessem estacionários desde abril.”

Em relação ao modal marítimo, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou em julho de 2022 o seu relatório final a respeito dos impactos da pandemia da Covid-19 no Transporte Marítimo e no Setor Portuário.

“Os principais impactos observados estão relacionados às omissões de escala, à concentração de movimentação de cargas, à ocupação de pátio, às filas, à credibilidade com clientes diante da falta de previsibilidade da entrega da carga, ao aumento dos fretes e às ocorrências de navios com tripulação positiva para COVID-19.”

Cenário atual do mercado de agenciamento de cargas

Durante a pandemia ficou ainda mais claro como todos os países do mundo estão interligados. O lockdown na China afetou a cadeia de suprimentos de forma global gerando inúmeros gargalos e, como as dimensões foram profundas, a expectativa para normalização da oferta x demanda acontecerá de forma gradativa.

Esse período poderá ainda ser estendido devido a fatores além da pandemia, como a questão da invasão da Ucrânia pela Rússia e do aumento da tensão entre a China e Taiwan.

Por essa razão, a movimentação logística internacional ainda enfrenta diversos fatores restritivos ao embarque. Seja por falta de espaço, de equipamentos e/ou de mão de obra.

Dessa maneira, o agente de cargas é estratégico para qualquer importador e/ou exportador, pois saberá orientar a respeito das escolhas que sejam eficientes em termos de prazo e custos.

Critérios para escolher um bom agente de cargas

No Comércio Exterior, que é um setor da economia de grande volatilidade, é necessário realizar escolhas que estejam alinhadas à forma como a empresa deseja se posicionar e ofertar os seus produtos no mercado, pois a falta disso poderá trazer custos extras e inesperados que culminarão na inviabilidade da operação.

Por essas razões, a escolha dos parceiros intervenientes na logística internacional possui extrema relevância.

Listamos abaixo alguns pontos que podem lhe auxiliar na escolha de um agente de cargas que melhor atenderá as necessidades da sua empresa:

1. Equipe qualificada

Da qualificação pelo inside sales, passando pelo comercial com a venda assertiva ao cliente, culminando na coordenação pelo time operacional.

É necessário que todos estejam alinhados quanto ao perfil do cliente, suas expectativas e como atendê-las.

2. Tecnologia

Contar com Tecnologia da Informação capaz de monitorar e informar todas as etapas do embarque, de forma a minimizar possíveis intercorrências otimizando os fluxos.

É importante salientar a importância da informação na prestação de serviços, pois devido a sua intangibilidade, ela é um dos fatores que irão qualificar a operação.

3. Capacidade de atendimento

O agente de cargas precisa estar preparado e capacitado para trabalhar com todos os tipos de embarque e suas especificidades. A exemplo de cargas farmacêuticas, perigosas e/ou que tenham necessidades específicas.

Ter estrutura e parcerias para lidar com grandes volumes, por exemplo um embarque pontual de mais de 20 contêineres.

4. Custo

Ter uma compreensão básica de como os preços são formados e não realizar a escolha pelo mais barato. Isso porque, no transporte internacional, os armadores, as companhias aéreas e as transportadoras estabelecem os preços por vários fatores, mas os básicos seriam: criticidade e disponibilidade.

Dessa maneira, ao encontrar um valor muito abaixo da média de mercado, saiba que a sua carga poderá ter transbordo e/ou conexões, ou ficará aguardando um navio ou voo disponível de acordo com a tarifa escolhida.

5. Compliance

Garante que todos os procedimentos sejam seguidos de forma sistêmica e organizada em concordância com as legislações vigentes e Instruções Normativas (IN) da Receita Federal.

compliance dos procedimentos

As melhores soluções logísticas você encontra na V Santos

O sucesso de uma empresa está diretamente ligado à escolha de parceiros para realização das atividades chave que estão além do seu core business.

A V. Santos está há 30 anos no mercado acompanhando processos logísticos e aduaneiros de acordo com as particularidades dos seus clientes e seus respectivos embarques. Especialmente para você que almeja um processo com credibilidade, transparente e eficiente.

Portanto, nosso time de especialistas está à disposição para cooperar com a sua empresa na gestão otimizada dos seus embarques de importação e exportação.

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