Um dos desafios frequentes enfrentados por exportadores é a dificuldade para embarcar suas mercadorias pelo Porto de Santos, o maior e mais movimentado da América Latina, devido à escassez de “janelas” de embarque e desembarque de cargas.
Essa limitação impacta diretamente a fluidez das operações logísticas, aumentando, portanto, custos e riscos para as empresas que dependem dele para embarcar seus produtos para o exterior.
Neste texto, vamos, assim, detalhar as dificuldades para embarcar no Porto de Santos e o que fazer para superar esse grande desafio. Acompanhe!

A relevância do Porto de Santos para as exportações brasileiras
O Porto de Santos é, sem dúvida, a principal porta de saída para as exportações brasileiras.
Sendo o maior porto da América Latina, o Porto de Santos responde por uma parcela significativa das exportações brasileiras, movimentando grandes volumes de commodities como soja, açúcar, milho e café, além de produtos industrializados e manufaturados.
No ano de 2024, por exemplo, o Porto de Santos atingiu 179,8 milhões de toneladas de carga movimentadas no acumulado de janeiro a dezembro, representando um aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2023. Os embarques totalizaram 131,3 milhões de toneladas, 1,0% acima do registrado no ano anterior, segundo o Press Releases publicado pelo próprio Porto de Santos.
Quais são as dificuldades encontradas para embarcar no Porto de Santos?
A alta demanda por movimentação de cargas no Porto de Santos resulta, portanto, frequentemente em gargalos operacionais. A disponibilidade limitada de “janelas” de embarque e desembarque de cargas leva, assim, a atrasos consideráveis, congestionamentos e terminais lotados, com navios aguardando por longos períodos para atracar e realizar operações de carga e descarga.
Além disso, a imprevisibilidade nos prazos de embarque e desembarque afeta diretamente a cadeia de suprimentos. Empresas que dependem de importações e exportações enfrentam dificuldades para cumprir cronogramas de entrega, podendo, assim, sofrer penalidades contratuais e até perder vendas.
Essa indisponibilidade de janelas operacionais, de acordo com o Diário do Comércio, gera custos adicionais para os exportadores, como custos com sobreestadia e armazenagem, além do cancelamento de pedidos, o que impacta diretamente a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, principalmente para os pequenos negócios.
Além da indisponibilidade de janelas operacionais, os exportadores enfrentam dificuldades de realizar carregamentos de exportação dentro do prazo previsto pela ausência de contêineres vazios disponibilizados pelos armadores, além de encontrarem dificuldades em depositar o container carregado, o que acaba atrasando os embarques e prejudicando a disponibilidade das mercadorias ao importador no exterior.
O que fazer para enfrentar as dificuldades para embarcar no Porto de Santos?
Embora os desafios no Porto de Santos sejam significativos, os exportadores podem adotar algumas estratégias para reduzir seus impactos e evitar prejuízos financeiros e contratuais:
Planejamento logístico antecipado
O planejamento é a chave para minimizar riscos e garantir que os embarques ocorram dentro dos prazos estabelecidos. Algumas boas práticas incluem:
- Reservar espaço nos navios com antecedência, garantindo janelas de embarque antes que a demanda ultrapasse a capacidade disponível;
- Manter contato constante com armadores e terminais para acompanhar a disponibilidade de contêineres vazios e evitar surpresas.
O planejamento também deve, portanto, considerar a organização eficiente dos documentos de embarque. Qualquer erro ou atraso na liberação da carga pode comprometer a janela de embarque, gerando custos adicionais e impactando toda a operação. Manter processos bem definidos e contar com suporte especializado, como o da V. Santos, pode garantir que todas as exigências regulatórias sejam cumpridas sem contratempos.
Além disso, outro fator essencial no planejamento logístico antecipado é o acompanhamento contínuo da situação portuária e das tendências do mercado de transporte marítimo. Monitorar a disponibilidade de navios e contêineres, as condições climáticas e possíveis greves ou paralisações pode, assim, permitir ajustes estratégicos na programação dos embarques.
Diversificação de rotas e portos
A diversificação de rotas e portos tem se tornado, portanto, uma estratégia para exportadores brasileiros diante das dificuldades enfrentadas no Porto de Santos pela falta de janelas de embarque.
A dependência excessiva de um único porto pode ser prejudicial, especialmente quando há limitações de infraestrutura ou restrições operacionais. Nesse contexto, a utilização de outros portos pode proporcionar maior flexibilidade para as operações.
Ademais, a escolha de portos alternativos para embarcar mercadorias para o exterior, a diversificação das rotas marítimas também pode ser vantajosa para mitigar riscos e reduzir prazos. A exploração de novas conexões logísticas, incluindo o uso de transbordos, pode, assim, contribuir para otimizar a cadeia de suprimentos e reduzir os impactos das restrições operacionais.
Outro fator importante a ser considerado é a análise de custos e benefícios da mudança de rota. Embora a alteração do ponto de embarque possa gerar despesas adicionais com transporte rodoviário ou ferroviário, a compensação pode vir na forma de redução de atrasos e maior previsibilidade das operações.
A diversificação de rotas e portos exige um planejamento detalhado, considerando a infraestrutura disponível, os custos logísticos e os benefícios proporcionados.
Em um cenário de desafios crescentes no comércio exterior, a flexibilidade e a adaptação às mudanças se tornam fatores decisivos para manter a competitividade e evitar prejuízos decorrentes da limitação de janelas de embarque no Porto de Santos.
Parceria estratégicas com operadores logísticos
Manter relações próximas com operadores logísticos pode ser uma boa opção para minimizar os impactos gerados pela falta de janelas para o embarque de cargas.
Os operadores logísticos possuem expertise e infraestrutura que permitem otimizar processos e oferecer alternativas viáveis para o embarque, como o redirecionamento de carga para portos alternativos, a consolidação de mercadorias para melhor aproveitamento de espaço e a negociação de condições mais vantajosas junto às companhias marítimas.
Eles possuem maior capacidade de planejamento, acompanhando de perto as variações no fluxo portuário e antecipando soluções para eventuais gargalos. Essa abordagem é essencial para evitar interrupções nas operações.
Outro fator relevante é a possibilidade de maior flexibilidade nos modais de transporte. Muitas vezes, ao enfrentar dificuldades para embarcar no Porto de Santos, os operadores logísticos conseguem combinar transporte rodoviário, ferroviário e cabotagem para viabilizar a chegada da mercadoria ao destino final, sem comprometer prazos e custos.
Essa estratégia diversificada reduz a dependência exclusiva de um único ponto de embarque, tornando as operações mais eficientes e dinâmicas.
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